Não adianta ter os melhores equipamentos dermatológicos, as melhores tecnologias, investimento em marketing, uma marca linda se isso tudo não é sentido pelo paciente no momento em que ele entra na clínica. Toda a experiência dele desde a recepção até o pós tratamento deve imprimir a imagem da sua marca e seu posicionamento.

E isso tem tudo a ver com etiqueta e estilo. Por isso, convidamos Fabiana Barbosa, consultora de imagem e estilo corporativo e estrategista em comunicação não verbal, que junto com a gerente de Marketing da Medsystems, Andressa Mundim, deu dicas incríveis de como moldar uma imagem corporativa para sua clínica e repassar isso à equipe, para que o paciente sinta esse posicionamento do começo ao fim da experiência do tratamento. 

“Imagem corporativa é a adaptação da imagem pessoal com a percepção que a empresa quer ter no mercado”, explica Fabiana. “Vivemos um momento de ‘dress code livre’, nada é mais tão rígido como antigamente, mas ainda é preciso entender que o ‘vista-se de você’ não é bem assim na imagem corporativa. Prevalece o ‘vista-se como quer ser visto’, de acordo com a imagem da empresa”, adiciona.

E na arte do “agir empático”, aqui vão alguns passos pra você seguir nesse processo: 

1 –  Ter clareza do que você é e do que você quer no seu negócio

Andressa explica que tudo precisa partir de você, médico: “Todo mundo nasce uma marca. Do ponto de vista do marketing, pense: qual a sensação que eu quero passar pras pessoas através da minha equipe? Eles só vão conseguir passar seu posicionamento se ele for claro pra você primeiro”. 

“Lembre-se de que você vende uma transformação, uma mudança. Ela precisa estar explícita nas pessoas da sua equipe, nos colaboradores, todos que têm contato com o paciente na clínica”, explica.  

O colaborador com quem o cliente tem o primeiro contato pode causar um ruído na comunicação por não ser coerente com que o médico ou a clínica vende.

2 – Comunicar sua intenção de imagem pra equipe

“O colaborador também precisa fazer a lição de casa e observar. A maioria das clínicas têm uma linha clean, que comunica precisão, confiança, limpeza e, por isso, pede predileção por cores mais claras, maquiagem mais leve e natural“, diz Fabiana.

Quando a marca leva o nome do profissional e tem mais médicos na equipe, Andressa recomenda que “todos entrem num consenso, definam e comuniquem a equipe sobre esse posicionamento”. Mas sempre direcionando a equipe para que ajam com empatia para com os pacientes. 

Comunicações não-verbais que você precisa alinhar

Recomenda-se a distância de um braço, para respeitar o espaço do outro. Se estiver muito perto, a pessoa se sente invadida;

Pode existir interação, mas isso tem que partir do paciente, nunca de você enquanto estiver representando uma corporação. Na dúvida, dê um aperto de mão com vontade – deixe o beijinho partir do cliente.

Precisa estar no silencioso obrigatoriamente; 

Assuntos pessoais tratados na recepção são desconfortáveis, mesmo que ela não esteja atendendo no momento. É preciso fazer uma curadoria de tom de voz e de assunto.

Jalecos sempre limpos, nunca manchados ou descosturados, com todos os botões;

O que está embaixo do jaleco importa, sim! Trabalho não é lugar pra sensualizar, isso pode ser confundido com vulgaridade.

O recomendado são 5 segundos. Principalmente se o cliente for do sexo oposto. O contato visual por mais tempo que isso tende a soar invasivo, pode ser constrangedor.

Até a forma como você dobra a receita e entrega posiciona você e sua marca; 

O aspecto visual da caneta pode passar mensagem de desleixo se for de plástico, por exemplo, ou se estiver mastigada.

Como passar a etiqueta corporativa pra equipe?

Outros pontos aos quais você precisa ter atenção na equipe:

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